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MS 'estica' prazo para produtores receberem por preservar área nativa no Pantanal.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 18/04/2026
Por: Correio do Estado
Produtores
sul-mato-grossenses que querem receber incentivo financeiro por manter áreas de
vegetação nativa na região do Pantanal, graças à recente prorrogação, têm até o
último dia de abril para se inscreverem no chamado Pagamento por Serviços
Ambientais (PSA) - subprograma Conservação.
Para participar do programa que busca preservar o bioma pantaneiro, esse novo prazo de inscrição (que pode ser feita ( https://editaisms.prosas.com.br/edital?id=16724 ) segue aberto até dia 30 de abril. Em resumo, o chamado PSA não descarta a importância das atividades rurais e incorpora ao processo a preservação ambiental.
Na
ponta do lápis, esse incentivo financeiro de R$55,47 têm um limite de até 100
mil reais por Cadastro de Pessoa Física (CPF), ou até R$25 ao mês para grupo
econômico, o que garante uma renda de até R$300 mil ao ano.
Importante
reforçar que, esse pagamento mensal aos produtores rurais e organizações que
preservam suas áreas além do exigido por lei já estava previsto pelo governo
na Lei Estadual nº 6.160/2023, conhecida como Lei do Pantanal.
Para
o coordenador de projetos da Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural
(Funar-MS), Pedro Cristofori, que é ligada à Federação da Agricultura e
Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), a ação reforça esse papel de apoio
técnico e orientação aos produtores.
"A
prorrogação do prazo é uma oportunidade estratégica para ampliar a participação
dos produtores do Pantanal, fortalecendo práticas sustentáveis e valorizando
quem já adota medidas de conservação em suas propriedades", cita ele em
nota sobre a prorrogação de prazo.
PSA
Batizado
de PSA, o pagamento remunera pessoas que contribuem com a preservação do
Pantanal, entre ribeirinhos, produtores rurais e povos originários.
Essa
pagamento por serviços ambientais no Pantanal foi criado com a instituição da
Lei do Pantanal, que entrou em vigor ainda em 2024, e a criação do Fundo Clima
Pantanal, ferramenta com foco em pagar aos produtores pelo excedente de
preservação ambiental da região.
Cabe
esclarecer que o programa é instituído em duas modalidades: Conservação e
Biodiversidade e PSA Brigadas Flexibilização do Manejo Integrado do Fogo,
contando com aporte inicial de R$40 milhões do governo de Mato Grosso do Sul.
Conforme
edital, os pagamentos se dão pelo tamanho da área preservado, com os seguintes
parâmetros:
de
1 a 30 hectares: R$15 mil;
de
31 a 100 hectares: R$30 mil;
acima
de 100 hectares: R$30 mil mais um valor proporcional por hectare.
Podem
se inscrever no PSA Conservação proprietários rurais com imóveis total ou
parcialmente localizados no Pantanal, sendo necessário:
Estar
cadastrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR);
Não
ter infrações ou embargos ambientais ativos no Ibama ou Imasul;
Não
realizar novas supressões de vegetação nativa após a publicação do edital;
Comprovar
vínculo com a propriedade e estejam em dia com as obrigações fiscais,
tributárias, previdenciárias, trabalhistas e de dívida ativa.
Com
isso, as propriedades são divididas em três grupos para fins de pontuação:
Imóveis
com autorização de supressão vigente, cujo cancelamento será requerido;
Propriedades
fora de programas como Precoce MS ou Carne Sustentável, com ocupação pecuária
acima de 0,1 unidade animal por hectare;
Demais
propriedades localizadas dentro do Pantanal.
Ainda,
a seleção considerará critérios que vão desde área total de vegetação
nativa excedente; existência de Reserva Legal; sobreposição com corredores
ecológicos, zonas de amortecimento e áreas prioritárias para conservação, bem
como presença de servidão ambiental, Reservas Particulares do
Patrimônio Natural (RPPNs) e iniciativas de prevenção a incêndios florestais.
Agora,
com o novo prazo, a Fundação orienta que aqueles produtores que se interessarem
precisam buscar informações com antecedência para garantir participação, o que
pode ser feito em contato pelo WhatsApp: (67) 99731-9086 ou (67) 3320-9759.
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